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Inadimplência atinge maior patamar em 9 anos, diz Banco Central

A taxa de inadimplência no Brasil atingiu 5,5% em janeiro, alta de 1,1 ponto percentual na comparação com dezembro. Essa é a maior taxa de inadimplência do sistema financeiro desde 2017. A informação foi divulgada em nota do Banco Central enviada à imprensa nesta quarta-feira (25).

A inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional aumentou 0,2 ponto percentual no mês, alcançando 4,2%. A inadimplência do crédito às empresas subiu 0,2 ponto percentual, assim como a do crédito às famílias (+0,2 p.p.), situando-se, respectivamente, em 2,6% e 5,2%.

O endividamento das famílias atingiu 49,7% ao final de 2025, após aumento de 1,3 ponto percentual em doze meses. O comprometimento de renda chegou a 29,2% em 2025, com variação positiva de 1,7 ponto percentual em 12 meses.

No crédito livre às pessoas físicas, a taxa média de juros alcançou 61% ao ano, com acréscimo de 0,9 ponto percentual no mês e de 6,7 pontos percentuais em doze meses. Destacaram-se as elevações nas taxas das operações de cartão de crédito parcelado (+6,8 p.p.), crédito pessoal não consignado (+1,5 p.p.), financiamento para aquisição de veículos (+1,3 p.p.) e crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor privado (+1,2 p.p.).

Quanto o sistema financeiro concedeu em crédito em janeiro?

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro totalizou R$ 7,1 trilhões em janeiro, com diminuição de 0,2% no mês. Esse resultado decorreu da redução de 1,7% no saldo da carteira de crédito às pessoas jurídicas, em contraposição ao aumento de 0,7% no crédito às pessoas físicas, com esses estoques alcançando, respectivamente, R$ 2,7 trilhões e R$ 4,5 trilhões.

Já o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 20,8 trilhões (162,6% do PIB), com ligeira queda de 0,3% no mês, devido principalmente à redução dos saldos dos empréstimos externos (-3,4%), impactados pela apreciação cambial de 4,95%.

Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 12,6%, prevalecendo as elevações da carteira de empréstimos do Sistema Financeiro Nacional (9,9%) e dos títulos públicos de dívida (19,1%).

O crédito ampliado às empresas atingiu R$ 7,0 trilhões (54,7% do PIB), com diminuição de 1,2% no mês. Por fim, o crédito ampliado às famílias alcançou R$ 4,8 trilhões (37,7% do PIB) em janeiro, com variações positivas de 0,8% no mês e de 11,7% em doze meses, em função do incremento nos empréstimos do Sistema Financeiro Nacional.

Fonte: Veja