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Cade autoriza venda da Raízen Power à Tria, controlada pelo Patria

A compra da Raízen Power pela Tria Comercializadora, controlada pelo Pátria Energia Participações, recebeu aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta segunda-feira, 12 de janeiro.

O acordo, anunciado em dezembro de 2025, ainda está sujeito às aprovações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O valor da operação não foi divulgado.

Em manifestação ao Cade, a Raízen disse que a operação está alinhada ao plano de desinvestimento de ativos de energia, com o objetivo de concentrar esforços e recursos em seu core business, nos segmentos de etanol, açúcar, bioenergia e mobilidade.

Por sua vez, a Tria justificou que a transação representa uma oportunidade de expansão no mercado de comercialização de energia, a partir das sinergias e da complementariedade entre os portfólios da Raízen Power e da Tria.

Atualmente, a Tria Energia tem um faturamento anual superior a R$ 1,5 bilhão, com mais de 1 GW médio negociado e um patrimônio líquido próximo de R$ 200 milhões.

Compra da Tria

O acordo envolve exclusivamente a unidade de negócios da Raízen dedicada às operações de trading no mercado livre de energia, a Raízen Power. A operação não inclui ativos relacionados à geração distribuída — como usinas ou contratos de locação de usinas de terceiros — nem contratos ou usinas de geração centralizada, que também integram a marca Raízen Power.

A transação não contempla o uso das marcas Raízen ou Raízen Power pela compradora, que serão integralmente desassociadas do veículo negociado.

Segundo a Tria, a operação de trading é voltada ao mercado livre de energia e reúne um portfólio de contratos de compra e venda cujas contrapartes incluem comercializadoras, geradoras, consumidores atacadistas e consumidores varejistas.

Todos os contratos de trading da Raízen Power serão integralmente mantidos, em todos os seus termos e condições.

Reorganização da Raízen

Em 2025, a Raízen realizou a venda de diversos ativos para reduzir sua alavancagem.

No dia 1º de janeiro, os acionistas da empresa aprovaram a incorporação do acervo cindido da Bioenergia Barra e a incorporação total das empresas Bioenergia Rafard, Bioenergia Serra e Bioenergia Araraquara.

Conforme informações da ata da assembleia geral extraordinária, as sociedades serão extintas e a Raízen Energia as sucederá em todos os direitos, bens e obrigações de forma integral.

Ainda segundo o documento, a incorporação da parcela cindida da Bioenergia Barra foi avaliada em R$ 112,4 milhões e não implicará alteração no capital social da Raízen Energia, permanecendo a empresa Bioenergia Barra existente como pessoa jurídica.

Os valores contábeis incorporados somam aproximadamente R$ 90,2 milhões da Bioenergia Rafard, R$ 14 milhões da Bioenergia Serra e R$ 8,1 milhões da Bioenergia Araraquara. Todas as avaliações foram realizadas pela PGS Auditores Independentes.

Fonte: Visão Agro