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Chance de El Niño no segundo semestre faz Copel vislumbrar oportunidades

A Copel trabalha com a possibilidade de ocorrência do fenômeno climático El Niño no segundo semestre do ano. Em teleconferência de resultados realizada nesta terça-feira, 6 de maio, o diretor geral da Copel Comercialização, Rodolfo Lima, revelou que há fortes indícios do fenômeno acontecer, restando apenas saber a sua intensidade e onde causará mais impactos. De acordo com ele, a tendência é de mais chuvas no Sul, o que já refletiria nos preços de energia.  Mais cedo, a Copel registrou lucro líquido anual de R$ 694 milhões no primeiro trimestre do ano.

Segundo o executivo, esse cenário pode trazer uma queda nos preços no terceiro trimestre. Contudo, uma antecipação do período chuvoso também faria com que seu fim chegue mais rápido, levando a alta nos preços.

Para o presidente da companhia, Daniel Slaviero, o El Niño também pode trazer a oportunidade para que a Copel compre mais energia no período e aumente a exposição.

“Se eventualmente a intensidade do El Niño for acima do esperado e tiver um impacto de variação de preço muito grande para o segundo semestre ou em diante nas perspectivas de preço, eu diria que até abre oportunidades para nós comprarmos mais energia e aumentando eventual exposições ou fechando alguns gaps trimestrais que possa haver pela questão da curva do GSF”, explica.

Slavieri reforçou que a Copel atua com um balanço energético descontratado em até dois anos. Segundo ele, isso é uma premissa na estratégia de comercialização da companhia. O objetivo é capturar as oportunidades nesse período, por conta do ambiente mais volátil.

Fonte: Canal Energia